Projecto activo desde 1 de Janeiro de 2011

Roteamento

Fonte: wirelesspt.net
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Imagine uma rede com três servidores:

A, B e C que usam os respectivos endereços IP: 192.168.1.1, 192.168.1.2 e 192.168.1.3. Estes servidores são parte de uma rede /24 (e a sua máscara de rede é 255.255.255.0). Para que os dois servidores se comuniquem numa rede local, estes devem conhecer o endereço MAC um do outro. É possível configurar manualmente cada servidor com uma tabela de mapeamento entre endereços IP e MAC, mas o protocolo de resolução de endereço (Address Resolution ProtocolARP) é normalmente usado para fazer automaticamente esta tarefa.

Através da utilização do ARP, o computador A envia uma mensagem geral (broadcast) para todos os restantes computadores:

"Quem possui o endereço MAC para o IP 192.168.1.3?".

Quando o computador C vê a solicitação ARP para o seu próprio endereço IP, ele responde com o seu endereço MAC.

Considere agora outra rede com três hosts:

D, E e F, com os respectivos endereços IP 192.168.2.1,192.168.2.2 e 192.168.2.3. Esta é mais uma rede /24, mas em um espaço de endereços diferente da rede em cima. Todos os três hosts conseguem comunicar-se directamente (primeiro utilizando o ARP para traduzir os endereços IP em endereços MAC, e depois enviando pacotes para o endereço MAC). Agora vamos adicionar o host G. Este computador tem 2 placas de rede, cada uma ligada a uma rede. A primeira placa de rede usa o endereço 192.168.1.4 e a outra o 192.168.2.4. O host G é agora um link local para ambas as redes, e pode rotear pacotes entre elas.


Mas como os hosts A, B e C podem comunicar com os hosts D, E e F? Eles necessitarão adicionar uma rota para a outra rede através do host G. Por exemplo, os hosts A-C adicionariam uma rota via 192.168.1.4. No linux, isso é feito com o seguinte comando:


# ip route add 192.168.2.0/24 via 192.168.1.4


... e os hosts D-F adicionariam o seguinte:


# ip route add 192.168.1.0/24 via 192.168.2.4


O resultado é mostrado na Figura 3.8. Note que a rota é adicionada através do endereço IP no host G, que é o link local para a respectiva rede. O host A não poderia adicionar a rota via 192.168.2.4, mesmo que seja, fisicamente, a mesma máquina que 192.168.1.4 (host G), uma vez que este IP não é um link local. Uma rota diz ao sistema operativo que a rede desejada não reside no link local imediato e deve encaminhar o tráfego através do router especificado. Se o host A quiser enviar um pacote ao host F, ele precisará, primeiro, de o enviar ao host G. O host G irá, então, procurar pelo host F na sua tabela de roteamento, verificando que ele tem uma ligação directa para a rede do host F. Finalmente, o host G irá descobrir o endereço de hardware (MAC) do host F e encaminhar o pacote para ele.


Este é um exemplo muito simples de roteamento, onde o destino está apenas um intermediário (hop) distante da fonte. Conforme as redes tornam-se mais complexas, muitos hops precisam ser atravessados para que o destino final seja alcançado. Uma vez que não é prático, para cada máquina na internet, conhecer a rota para cada uma das restantes, fazemos uso de uma directiva de roteamento conhecida por rota padrão (default route, ou default gateway). Quando um router recebe um pacote destinado a uma rede para a qual não há uma rota específica, o pacote é encaminhado para a sua rota padrão. A rota padrão é, tipicamente, a melhor rota de saída para sua rede, normalmente em direcção ao seu fornecedor de acesso à internet. Um exemplo de um router que usa uma rota padrão é mostrado na Figura 3.9. Rotas podem ser actualizadas manualmente ou podem reagir automaticamente a quedas de rede e outros eventos. Alguns exemplos de protocolos de roteamento dinâmico são RIP, OSPF, BGP e olsr.

Para mais informação sobre a configuração de rotas dinâmicas, consulte os recursos do Apêndice A.

Links externos

Roteamento na wikipedia

Editor

--Cmsv 20h02min de 28 de janeiro de 2010 (GMT)